domingo, 29 de maio de 2022

A Operação “L” e os BRICS


Da esquerda para a direita, o então presidente da Rússia, Dmitri Medvedev,
Lula, o presidente chinês Hu Jintao e o primeiro ministro da Índia, Manmohan Sing, em 2009

A certidão de nascimento do mundo multipolar foi formalizada pelo documento publicizado ao público planetário em 11/02/2022, por ocasião das Olimpíadas de Inverno em Pequim. Os presidentes da Rússia e  da China, respectivamente, Vladimir Putin e Xi Jin Ping, foram os signatários da "Declaração Conjunta da Federação Russa e da República Popular da China sobre as Relações Internacionais Entrando em uma Nova Era e o Desenvolvimento Sustentável Global." O documento é um marco geopolítico e resumidamente perpassa por todos os aspectos relevantes da política internacional, democracia e direitos humanos, pandemia, defesa da paz, revoluções coloridas, desenvolvimento compartilhado e sustentável, combate às mudanças climáticas, terrorismo, governança da internet, guerra comunicacional e muitos outros pontos. De lá para cá os acontecimentos se aceleraram num velocidade inaudita com a eclosão da "Guerra na Ucrânia". A rigor não se trata de uma guerra entre a Federação Russa e a Ucrânia, posto que são povos eslavos e conectados historicamente. Na verdade é um confronto entre Rússia e OTAN/EUA e o governo fantoche ucraniano repleto de elementos neonazistas em seu exército . Em consideração a bem sucedida operação militar da Federação Russa no campo de operações se pode sinteticamente dizer que coube aos russos cumprirem com o papel de "parteiros" do mundo multipolar.

Sendo assim, a Operação "L" - matéria do meu texto anterior - é estratégica. Pois um dos grandes desafios do próximo governo brasileiro que será liderado pelo presidente Lula, será reconectar soberanamente o Brasil ao mundo multipolar. Sendo assim é mister recobrar o protagonismo que o País já teve por ocasião da fundação dos BRICS, e reassumir a condição de um dos principais animadores do bloco. Posto que o eixo virtuoso do desenvolvimento global se transmudou para o eixo Ásia-Pacífico, e os BRICS serão o principal bloco econômico, financeiro e tecnológico do século XXI.



quinta-feira, 21 de abril de 2022

A Operação “L” e a “(Des)bolsonarização” do Brasil





O nascimento de uma nova ordem geopolítica está em curso. O momento "unipolar" de dominação norte-americana inaugurada com a dissolução da URSS em 1991, vem cedendo à fórceps a emergência dos novos atores globais fiadores da multipolaridade, como o são China e Rússia. Com a China travam uma guerra comercial e com a Rússia uma "guerra por procuração" na Ucrânia, levada à cabo pelo governo fantoche ucraniano e por setores neonazistas do exército daquele país. Não há futuro para o imperialismo anglo americano nos dois casos. A China já é a locomotiva econômica do século XXI, e a Federação Russa demonstra no teatro de operações do conflito militar que seus objetivos gerais de desmilitarização e de desnazificação da Ucrânia, serão alcançados por conta do maior preparo e do maior desenvolvimento tecnológico de suas forças armadas. Maior preparo e qualificação admitidos por poucos e minoritários oficiais lúcidos da OTAN e dos EUA. 

No Brasil a tarefa inadiável para readentrar no século XXI de modo altivo e soberano, é remover do aparelho do estado brasileiro a malta bolsonarista. (Des)bolsonarizar o País é condição para o desenvolvimento da nação com soberania e para a emancipação do povo brasileiro para uma vida digna, sem violência e sem miséria. Sendo assim é necessário que se desencadeie a "Operação L"! Somente elegendo o ex-presidente Lula é que o País poderá aproveitar a janela de oportunidades do mundo multipolar. Jamais esqueçamos que foi no governo de Lula (2003-2010)que nasceram os BRICS, que é o bloco de nações que ao fim e ao cabo darão as cartas na nova ordem internacional. O Brasil não nasceu para ser o estado pária em que se tornou nesses anos de infâmia bolsonarista. Temos todas as condições de superar esse momento vergonhoso e temos a maior liderança política e popular da história para recolocar nos trilhos essa grande nação! 


quinta-feira, 17 de março de 2022

O Império do Engano na Ucrânia e a Artilharia das “Fake News”

Recentemente participamos de uma conversa transmitida pelas redes sociais com os nossos amigos Luiz Müller e do Brasil de Fato RS, sobre o conflito militar na Ucrânia. O mote do evento foi "O Assassinato da Verdade e a Guerra na Ucrânia". Há muito se sabe que a primeira vítima de uma guerra é a verdade. Para as populações que vivem no ocidente e em tempos de "fake News" isso é rigorosamente verdadeiro! As grandes redes de comunicação norte-americanas e europeias e suas repetidoras por essas bandas fazem da desinformação uma arma aniquiladora do pensamento crítico. É como se os corações e mentes dos cidadão fossem um campo de batalha da guerra moderna onde tudo é permitido - inclusive mentir deliberadamente - para traficar os interesses do império estadunidense e seus consortes. Em parte é essa a reflexão que fazemos em mais uma tentativa de contribuição do blog. Como havia me comprometido em divulgar é importante consultar fontes alternativas (além dos excelentes portais nacionais como Brasil de Fato, Brasil 247, etc) de informação como os sites RT en Español, Sputnik Brasil, Hispan TV, Global Times e Telesur . Para quem tem conta no Twitter é uma boa medida seguir o jornalista Pepe Escobar e o The Eurasianist. Há excelentes análises militares sobre o conflito em blogs como o Reminiscense of The Future, The Saker e Moon of Alabama.  

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

O “Estado Militarista” Norte-Americano e Suas Razões na Ucrânia


Meu primeiro texto do ano aborda de modo sucinto a crise diplomática e militar entre Ucrânia e Rússia, a partir de uma obra referencial sobre os fundamentos do poder político do governo norte-americano. A meu juízo a leitura atenta do livro, "O Estado Militarista", de 1965, do historiador e jornalista norte-americano, Fred Cook, que inspirou esse artigo, auxilia e muito a compreender em profundidade as tensões políticas e diplomáticas do mundo em que vivemos, do pós-Segunda Guerra (1945) até nossos dias. Avaliem as senhoras e os senhores se há ,ou, não atualidade dessa obra a partir das palavras de Ênio Silveira, diretor da editora Civilização Brasileira, que faz a apresentação do livro, por ocasião de seu lançamento no Brasil, em 1965, ou seja, a quase sessenta (60) anos: "(...) O Estado Militarista, do jornalista e historiador Fred Cook (saibam que não é e nem foi comunista, ó leitores de todos os credos políticos e religiosos!), é a análise objetiva, documentada e chocante da presente estrutura administrativa de seu país. Demonstra-nos como foi possível, à luz de argumentos históricos, técnicos, psicológicos, políticos e econômicos, o acesso do poder militar aos comandos da vida civil, define em termos claros e insofismáveis a aliança militar-industrial e sua motivação básica, que é precisamente a de se manter em permanência um quadro de economia de guerra. (...)"

Boa leitura,  

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

O Impasse Eleitoral do Bolsonarismo e da “Terceira Via”

"Caras amigas, caros amigos,

Aproveito a oportunidade para desejar a todos e todas um feliz e próspero 2022! 

Que as forças democráticas desse País articuladas pelo ex-presidente Lula, sejam capazes de reverter os anos de infâmia que os golpistas de 2016 e os bolsonaristas da hora patrocinaram contra nosso amado País. 

                                                                              Foto: Fernando Rosa - site PT no Senado


A batalha democrática que se avizinha para o próximo ano com as eleições presidenciais, não será nada fácil. Posto que os inimigos do Brasil são poderosos, possuem a mídia corporativa e despejarão recursos nas redes sociais para mentir, enganar e dividir o povo brasileiro. Mas nenhum poder dobrará a consciência e a luta da classe trabalhadora e dos setores populares. Os trabalhadores e as trabalhadoras não se conformarão com o destino que o imperialismo anglo-americano e as elites nativas subordinadas querem impor, isto é, mais miséria, mais desemprego, mais violência e destruição da riqueza e do patrimônio público nacional. 

Nessa última contribuição que faço nesse ano, procuro desenvolver as contradições internas e eleitorais que o bolsonarismo promoveu para o campo reacionário e seus financiadores, sepultando - a meu juízo - a malfadada "terceira via" e praticamente inviabilizando a reeleição do "inominável". 



                                                                                        Foto: Reprodução/Facebook


Após uma breve pausa de descanso, para o próximo daremos prosseguimento às publicações nesse espaço de reflexão a serviço da classe trabalhadora.

Forte abraço!"

sábado, 20 de novembro de 2021

“A Guerra Não Convencional na Era Globalizada”

| por: Jorge Autié González


O sucinto artigo de Jorge Autié González, publicado pela Universidade de Ciências Informáticas (UCI) de Havana/Cuba, é suficientemente cirúrgico e preciso para remarcar um tema que abordamos com frequência, ou seja, como a digitalização provocou uma nova Revolução nos Assuntos Militares (RAM). No caso do império norte-americano, atingir objetivos militares por meios não militares se tornou pelo menos há três décadas menos uma opção tática, e muito mais uma estratégia para fins de interferência em países soberanos governados por grupos políticos considerados hostis pelos EUA. Embora Autié não trabalhe com o conceito de Guerra Híbrida, sua brilhante crônica nos remete ao assunto. Posto que o tema foi objeto do meu estudo de caso sobre a situação brasileira. Das malfadadas “Jornadas de Junho de 2013” , o golpe jurídico/parlamentar contra a presidente Dilma em 2016, o arbítrio contra o ex-presidente Lula e a eleição da escória bolsonarista em 2018. Tudo indica que novos capítulos estão sendo urdidos pelos suspeitos de sempre. A frente progressista e democrática unida em torno da candidatura de Lula para as eleições presidenciais do próximo ano, precisa estar muito atenta a tudo!




sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Bolsonarismo e Estado Oligárquico

As instituições oligárquicas do estado brasileiro foram cúmplices e determinantes para a ascensão do putrefato projeto político representado pelo bolsonarismo, em 2018. A rigor são corresponsáveis por sua manutenção e o séquito de desgraças que se abateram contra a população como o genocídio de centenas de milhares pela pandemia, a fome de milhões, o desemprego em massa, a entrega das riquezas naturais do pré-sal e suas reservas de petróleo às transnacionais norte-americanas, as privatizações criminosas do patrimônio público, inflação e estagnação econômica. Posto que se as instituições do estado brasileiro cumprissem com a lei e a Constituição, o (des)governo Bolsonaro já teria sido a muito  impedido e seus próceres processados e encarcerados. 



                                                                                               Foto: Mauro Pimentel/AFP