quinta-feira, 17 de março de 2022

O Império do Engano na Ucrânia e a Artilharia das “Fake News”

Recentemente participamos de uma conversa transmitida pelas redes sociais com os nossos amigos Luiz Müller e do Brasil de Fato RS, sobre o conflito militar na Ucrânia. O mote do evento foi "O Assassinato da Verdade e a Guerra na Ucrânia". Há muito se sabe que a primeira vítima de uma guerra é a verdade. Para as populações que vivem no ocidente e em tempos de "fake News" isso é rigorosamente verdadeiro! As grandes redes de comunicação norte-americanas e europeias e suas repetidoras por essas bandas fazem da desinformação uma arma aniquiladora do pensamento crítico. É como se os corações e mentes dos cidadão fossem um campo de batalha da guerra moderna onde tudo é permitido - inclusive mentir deliberadamente - para traficar os interesses do império estadunidense e seus consortes. Em parte é essa a reflexão que fazemos em mais uma tentativa de contribuição do blog. Como havia me comprometido em divulgar é importante consultar fontes alternativas (além dos excelentes portais nacionais como Brasil de Fato, Brasil 247, etc) de informação como os sites RT en Español, Sputnik Brasil, Hispan TV, Global Times e Telesur . Para quem tem conta no Twitter é uma boa medida seguir o jornalista Pepe Escobar e o The Eurasianist. Há excelentes análises militares sobre o conflito em blogs como o Reminiscense of The Future, The Saker e Moon of Alabama.  

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

O “Estado Militarista” Norte-Americano e Suas Razões na Ucrânia


Meu primeiro texto do ano aborda de modo sucinto a crise diplomática e militar entre Ucrânia e Rússia, a partir de uma obra referencial sobre os fundamentos do poder político do governo norte-americano. A meu juízo a leitura atenta do livro, "O Estado Militarista", de 1965, do historiador e jornalista norte-americano, Fred Cook, que inspirou esse artigo, auxilia e muito a compreender em profundidade as tensões políticas e diplomáticas do mundo em que vivemos, do pós-Segunda Guerra (1945) até nossos dias. Avaliem as senhoras e os senhores se há ,ou, não atualidade dessa obra a partir das palavras de Ênio Silveira, diretor da editora Civilização Brasileira, que faz a apresentação do livro, por ocasião de seu lançamento no Brasil, em 1965, ou seja, a quase sessenta (60) anos: "(...) O Estado Militarista, do jornalista e historiador Fred Cook (saibam que não é e nem foi comunista, ó leitores de todos os credos políticos e religiosos!), é a análise objetiva, documentada e chocante da presente estrutura administrativa de seu país. Demonstra-nos como foi possível, à luz de argumentos históricos, técnicos, psicológicos, políticos e econômicos, o acesso do poder militar aos comandos da vida civil, define em termos claros e insofismáveis a aliança militar-industrial e sua motivação básica, que é precisamente a de se manter em permanência um quadro de economia de guerra. (...)"

Boa leitura,  

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

O Impasse Eleitoral do Bolsonarismo e da “Terceira Via”

"Caras amigas, caros amigos,

Aproveito a oportunidade para desejar a todos e todas um feliz e próspero 2022! 

Que as forças democráticas desse País articuladas pelo ex-presidente Lula, sejam capazes de reverter os anos de infâmia que os golpistas de 2016 e os bolsonaristas da hora patrocinaram contra nosso amado País. 

                                                                              Foto: Fernando Rosa - site PT no Senado


A batalha democrática que se avizinha para o próximo ano com as eleições presidenciais, não será nada fácil. Posto que os inimigos do Brasil são poderosos, possuem a mídia corporativa e despejarão recursos nas redes sociais para mentir, enganar e dividir o povo brasileiro. Mas nenhum poder dobrará a consciência e a luta da classe trabalhadora e dos setores populares. Os trabalhadores e as trabalhadoras não se conformarão com o destino que o imperialismo anglo-americano e as elites nativas subordinadas querem impor, isto é, mais miséria, mais desemprego, mais violência e destruição da riqueza e do patrimônio público nacional. 

Nessa última contribuição que faço nesse ano, procuro desenvolver as contradições internas e eleitorais que o bolsonarismo promoveu para o campo reacionário e seus financiadores, sepultando - a meu juízo - a malfadada "terceira via" e praticamente inviabilizando a reeleição do "inominável". 



                                                                                        Foto: Reprodução/Facebook


Após uma breve pausa de descanso, para o próximo daremos prosseguimento às publicações nesse espaço de reflexão a serviço da classe trabalhadora.

Forte abraço!"

sábado, 20 de novembro de 2021

“A Guerra Não Convencional na Era Globalizada”

| por: Jorge Autié González


O sucinto artigo de Jorge Autié González, publicado pela Universidade de Ciências Informáticas (UCI) de Havana/Cuba, é suficientemente cirúrgico e preciso para remarcar um tema que abordamos com frequência, ou seja, como a digitalização provocou uma nova Revolução nos Assuntos Militares (RAM). No caso do império norte-americano, atingir objetivos militares por meios não militares se tornou pelo menos há três décadas menos uma opção tática, e muito mais uma estratégia para fins de interferência em países soberanos governados por grupos políticos considerados hostis pelos EUA. Embora Autié não trabalhe com o conceito de Guerra Híbrida, sua brilhante crônica nos remete ao assunto. Posto que o tema foi objeto do meu estudo de caso sobre a situação brasileira. Das malfadadas “Jornadas de Junho de 2013” , o golpe jurídico/parlamentar contra a presidente Dilma em 2016, o arbítrio contra o ex-presidente Lula e a eleição da escória bolsonarista em 2018. Tudo indica que novos capítulos estão sendo urdidos pelos suspeitos de sempre. A frente progressista e democrática unida em torno da candidatura de Lula para as eleições presidenciais do próximo ano, precisa estar muito atenta a tudo!




sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Bolsonarismo e Estado Oligárquico

As instituições oligárquicas do estado brasileiro foram cúmplices e determinantes para a ascensão do putrefato projeto político representado pelo bolsonarismo, em 2018. A rigor são corresponsáveis por sua manutenção e o séquito de desgraças que se abateram contra a população como o genocídio de centenas de milhares pela pandemia, a fome de milhões, o desemprego em massa, a entrega das riquezas naturais do pré-sal e suas reservas de petróleo às transnacionais norte-americanas, as privatizações criminosas do patrimônio público, inflação e estagnação econômica. Posto que se as instituições do estado brasileiro cumprissem com a lei e a Constituição, o (des)governo Bolsonaro já teria sido a muito  impedido e seus próceres processados e encarcerados. 



                                                                                               Foto: Mauro Pimentel/AFP



sábado, 25 de setembro de 2021

"Pesquisadora revela a China ignorada pela mídia onde 850 milhões deixaram a pobreza"

FONTE: Brasil de Fato


Não há registro na história recente da humanidade acerca das dimensões do combate eficaz à pobreza logradas pelo governo chinês. Em quatro décadas, a partir do final dos anos setenta do século passado, foram retiradas da pobreza mais de 850 (oitocentos e cinquenta) milhões de pessoas, o que equivale a aproximadamente a quatro vezes a população do Brasil!

A sustentação desse virtuoso processo foi possível graças ao “socialismo com características chinesas” preconizado pelo governo do Partido Comunista da China (PCCh). Mas no que consiste o “socialismo com características chinesas”? Grosso modo poderíamos sintetizá-lo a partir da importância do estado e de suas políticas eletivas tendo em vista o desenvolvimento de uma comunidade, de seus cidadãos, de suas empresas em consideração ao interesse nacional. Mesmo nos países capitalistas ocidentais o estado nunca deixou de cumprir um papel relevante no desenvolvimento econômico, o que contrasta com a propaganda ultra-liberal acerca das virtudes auto-reguladoras do mercado (sic), que as elites sabujas brasileiras compram rendendo tributo a sua mentalidade colonialista, escravagista e “compradora” tão bem representadas pela malta bolsonarista. Contudo, a história demonstra que não só no caso chinês, mas onde quer que tenha havido desenvolvimento nacional sustentável, o “estado importa”, tal qual o mote das correntes neo-institucionalistas da Ciência Política. 


  Pórtico da Cidade Proibida - Pequim/China


Na entrevista do jornal on-line, Brasil de Fato, sobre o bem sucedido plano de combate a pobreza do governo chinês, a historiadora Isis Maia, que também é pesquisadora em políticas públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), nos traz importantes informações sobre como a partir do interesse nacional e sob a direção do governo chinês se obtiveram resultados tão significativos e abrangentes no que tange a diminuição da pobreza, no aumento no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e na diminuição no coeficiente de Gini, que mede a desigualdade de uma determinada sociedade (a propósito, IDH e Gini são indicadores validados pela ONU).  A pesquisadora chama a atenção sobre como um processo de tal magnitude de enfrentamento bem sucedido à pobreza não é repercutido pela grande imprensa ocidental. Posto que os grupos dominantes locais tenham receio de que se veicule a partir do exemplo chinês, de que a pobreza não é uma fatalidade. Antes, sua perpetuação tem a ver com a ausência de políticas públicas que mitiguem e erradiquem o fenômeno da pobreza e da miséria. Vale muito a leitura atenta da entrevista da historiadora e pesquisadora Isis Maia.


quarta-feira, 25 de agosto de 2021

O “Putsch” de Bolsonaro: Camarilhas e Chantagens

A mobilização bolsonarista para o sete de setembro tem muito menos a ver com uma tentativa de  “putsch”, ou de golpe de estado, e muito mais com a lógica de sobrevivência das camarilhas que assaltaram o estado brasileiro, tendo em vista a acomodação de interesses de rapina e de preservação de postos no governo. O que Bolsonaro e seus mentores pretendem com ameaças às instituições democráticas desgastadas é se cacifar a seu modo para a reeleição em 2022, e sonham em reproduzir o mesmo arco de alianças do campo golpista e conservador de 2018. No entanto, o grande capital já emitiu sinais suficientes de que Bolsonaro e seu grupo serão descartados. 


           Desfile militar para Bolsonaro: tanque soltando fumaça e presença de poucos blindados foram chacota nas redes

                                                                                    (fotos: reprodução Twitter)