As eleições da Venezuela e a reeleição do presidente Nicolás Maduro, no último domingo, 20/05, atiçam o “jornalismo de guerra” contra os governos populares em tempos de Guerra Híbrida[1]. A sabujice da grande imprensa aos interesses do governo norte-americano na América Latina é tanta, que não hesitam em lançar mão da produção e reprodução industrial de falsas notícias, ou mentiras. Sendo assim, a grande mídia ” suscita mais uma campanha de desinformação contra o governo e povo venezuelanos.
sexta-feira, 25 de maio de 2018
terça-feira, 24 de abril de 2018
"Para entender o estupro do Brasil, em 2016: Estupro da Rússia, nos anos 1990s. Lars Schall entrevista F. William Engdahl"
(FONTE: www.blogdoalok.blogspot.com.br)
Em 1991, a ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) sofreu um golpe de estado com a participação da CIA, e entronizou na Presidência da então proclamada Federação Russa, o oligarca e ex-prefeito de Moscou, o ébrio Boris Yeltsin.
Em 1991, a ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) sofreu um golpe de estado com a participação da CIA, e entronizou na Presidência da então proclamada Federação Russa, o oligarca e ex-prefeito de Moscou, o ébrio Boris Yeltsin.
Ato contínuo ao desmembramento da URSS em repúblicas independentes, a Federação Russa sob o comando dos “Harvard Boys” do economista Jeffrey Sachs, e de suas contrapartes russas, Yegor Gaidar e Anatoli Chubais, sofreu a então proclamada “Terapia de Choque”. A “Terapia de Choque” nada mais era do que um programa de desmonte da infraestrutura da Rússia, de privatizações selvagens e de saques das riquezas do Estado - acumuladas na era soviética. Oligarcas russos que participaram do butim reuniram em pouco tempo fortunas incalculáveis, e as transferiram para o sistema financeiro ocidental. Gente do tipo Vladimir Gusinsky, Vladimir Potanin, Roman Abramovitch e Boris Berezovsky, dentre outros oligarcas, (ligados as indústrias de mídia e do petróleo) literalmente saquearam o povo russo. Para se ter uma ideia do descalabro administrativo e econômico da época, o PIB da Rússia tombou em aproximadamente 60% entre 1991 e 1998. Ano em que Vladimir Putin chega a Presidência bancado por setores nacionalistas da comunidade de segurança, e coloca termo ao diabólico festim neoliberal!
No Brasil contemporâneo estamos passando por algo muito similar ao que ocorreu na Rússia, ao longo dos anos noventa. A “Ponte Para o Futuro” do governo de foras-da-lei de Michel Temer, é uma versão tropical da “Terapia de Choque” de Jeffrey Sachs. Desmonte da infraestrutura do País, privatizações e desnacionalizações selvagens, arrocho e assalto contra os direitos dos trabalhadores e da população mais desfavorecida.
Nesse sentido vale muito a pena ler com atenção a entrevista do William F Enghdal, um dos principais analistas de geopolítica do mundo, concedida ao economista Lars Schall, e publicada no portal, The Vineyard of The Saker. Na entrevista W Enghdall disseca o conturbado e reacionário período neoliberal na Rússia, durante a presidência de Yeltsin. As gangs de oligarcas que assaltaram o estado soviético o levando a quase inanição, se parecem e muito com os grupos de poder que tomaram de assalto o estado brasileiro, através de um golpe parlamentar contra a presidente Dilma, em 2016. Yeltsin e Temer são personagens muito assemelhados, sobretudo no que diz respeito ao destino das suas respectivas biografias, isto é, o lixo da história! A tradução da entrevista é do Coletivo Vila Vudu, e a estupenda introdução é do jornalista Pepe Escobar.
Boa leitura!
sexta-feira, 13 de abril de 2018
O Golpe “Dobrou a Aposta”: A Prisão do Presidente Lula
Considerando o golpe parlamentar que resultou no impeachment de Dilma em 2016, e a prisão do presidente Lula nos primeiros dias de abril, podemos afirmar que os golpistas “dobraram a aposta”. Dobrar a aposta é uma técnica difundida em cassinos onde os jogadores apostam todas as fichas em sucessivas rodadas até a contemplação. Por outro lado, o fato de “dobrarem a aposta” ao prenderem Lula sugere duas coisas: a) que algo não saiu como o previsto, e b) que novos lances se sucederão na escalada golpista, ou seja, há “método por trás da loucura”! Vejamos.
Foto: Francisco Proner
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
“Guerra Hibrida” Contra o Brasil: o “Lawfare¹” e o Julgamento de Lula
O que os bombardeios da OTAN(2) sobre a Líbia em 2011, o golpe de estado “nazi” na Ucrânia em 2014 e a guerra para destruir a Síria iniciada em 2012/13, têm a ver com os ataques à democracia no Brasil, com o impeachment de Dilma e a perseguição judicial ao ex-presidente Lula? Aparentemente nada, na essência tudo! Nos países ricos em recursos naturais, mas com governos e lideranças desalinhadas com os interesses do governo norte-americano e da União Europeia, vem operando uma estratégia geopolítica conhecida nos meios militares e acadêmicos - bem informados - como “Guerra Híbrida”. A “Guerra Híbrida” é a guerra por meios indiretos, e à diferença das intervenções militares convencionais e seus altos custos operacionais, ela inova nos métodos. Posto que se apoia na insurgência interna e nas manifestações antigovernamentais “espontâneas”, isto é, nas contemporâneas quintas-colunas. Para atingir os objetivos e “mudar regimes” a Guerra Híbrida emprega de forma intensiva – e em combinação com os meios de comunicação de massa - as redes sociais tendo em vista o patrocínio da “guerra informacional”, que numa etapa mais avançada pode criar as condições – caso necessário - para rupturas institucionais graves e o surgimento de “oposições democráticas” armadas, grupos paramilitares e gangs fascistas que preconizem a queda violenta do governo não alinhado de turno(3) Tudo isso para “gerenciar o caos”! Pois segundo os estrategas da “Hybrid War” - que se utilizam da Teoria do Caos (4) - o ambiente caótico num País-alvo geram oportunidades imprevistas para os interesses imperiais e suas corporações.
Clique em mais informações e boa leitura!
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Como Sartori Passará Para a História do RS: o Infame ou o Perverso?
“Há uma extensa bibliografia sobre o papel dos indivíduos na história. O debate é apresentado a partir da disjuntiva; são as circunstâncias políticas e sociais que produzem os atores que farão história? Ou o contrário, são os atores que se valendo das circunstâncias impulsionam as grandes transformações que afetam a vida de milhões de pessoas?
Na Ciência Política se costuma afirmar que as lideranças importam! Para o bem e para o mal! No final do ano passado escrevi que Michel Temer lidera em nosso País um regime kakistocrático! Isto é, Temer lidera o governo dos piores entre os piores! No caso do RS temos uma variante da Kakistocracia! Embora – até o momento - não atolado em denúncias de corrupção como o ilegítimo presidente, José Ivo, o Sartori, faz um governo que reúne plenas condições para passar a história como o pior governo que o RS teve o desprazer de suportar.
Os antigos costumavam alcunhar os governantes. Ao nome era acrescido um epíteto; o Grande, o Justo, o Sol, etc. Como o atual inquilino do Piratini será lembrado no futuro; o infame, ou o perverso?
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
"Relatório de andamento: A guerra EUA-Rússia"
Fonte: http://blogdoalok.blogspot.com.br/2017/12/relatorio-de-andamento-guerra-eua-russia.html?m=1
"Amigos e amigas,
Por motivos alheios à vontade interrompi as postagens do blog por alguns meses.
Contudo, doravante quero retomar o trabalho e manter uma média de publicações mensais nesse espaço.
Meu blog é um espaço para divulgação e debate de temas da geopolítica contemporânea e da política nacional.
O horizonte normativo será sempre a defesa da autonomia dos povos, das soberanias nacionais e das democracias populares!
Nessa publicação chamo a atenção para o texto publicado pela comunidade alternativa de notícias, o The Saker (O Falcão), e seus prognósticos acerca das tensões que cercam o nascedouro de um mundo multipolar e seus protagonistas; USA, China e Rússia. A resistência do Império anglo-sionista com seu séquito de guerras, genocídios, golpes duros e suaves contra as democracias (como o golpe no Brasil que derrubou a presidenta Dilma) tornam nosso tempo particularmente dramático. Posto que o que está em jogo nada mais é que a disjuntiva, civilização ou barbárie! Nessa perspectiva o The Saker nos brinda com uma arguta análise sobre o papel da Rússia na defesa dos seus legítimos interesses na Eurasia e no Oriente Médio, e as dificuldades da OTAN (leia-se EUA) em absorver à derrota na guerra que promoveram contra o povo sírio!
Boa leitura!"
segunda-feira, 6 de março de 2017
“A estratégia Chinesa em sua 'Guerra ao Terror'”,
| Autor: Caleb T. Maupin
| Fonte: site www.greanvillepost.com
Entre os analistas de política internacional há quem discuta qual o grande estadista do século XXI. Alguns entendem que a deferência cabe ao presidente Vladimir Putin. Sobretudo após a reorganização administrativa e militar da Rússia e as recentes e exitosas intervenções militares defensivas na Ucrânia e na Síria. Contudo, o presidente chinês Xi Jinping vem se notabilizando no grande jogo da política internacional em promover uma outra visão da globalização, de desenvolvimento, de comércio e das finanças internacionais. Sob o lema “Um cinturão, uma estrada”, a China anima com vultuosos investimentos em infraestrutura a integração da região mais rica em energia do planeta. Estamos falando da Eurásia, que é a vasta e riquíssima região que compreende a Rússia, a Ásia Central e o Extremo Oriente.
Mas os êxitos da política externa chinesa são proporcionais a sua política de desenvolvimento nacional. Nesse artigo assinado pelo jornalista Claude Maupin, do portal de jornalismo alternativo http://www.greanvillepost.com/, é demonstrado como a liderança chinesa abordou e atuou sobre duas regiões que passaram por tensões separatistas importantes. Tanto em Xinjiang, no noroeste da China, como na região autônoma do Tibete, à sudoeste, a liderança chinesa enfrentou os núcleos de atividades terroristas com as armas do desenvolvimento econômico: construção de infraestrutura, industrialização e empregos e construção de moradias. Obviamente que ao lado e lançando mão de ações de segurança, os resultados obtidos pelos chineses demonstram que o terrorismo religioso sem o seu meio de propagação (estagnação econômica e miséria social) não prospera.
A leitura do texto de Caleb Maupin auxilia na compreensão dos motivos pelos quais a China não é só bem sucedida economicamente, mas também politicamente!
E pensar que não faz muito tempo que nosso País sob a liderança do ex-presidente Lula era uma referência internacional em políticas inclusivas, e nossa liderança era considerada uma das principais do século XXI!
| Fonte: site www.greanvillepost.com
Entre os analistas de política internacional há quem discuta qual o grande estadista do século XXI. Alguns entendem que a deferência cabe ao presidente Vladimir Putin. Sobretudo após a reorganização administrativa e militar da Rússia e as recentes e exitosas intervenções militares defensivas na Ucrânia e na Síria. Contudo, o presidente chinês Xi Jinping vem se notabilizando no grande jogo da política internacional em promover uma outra visão da globalização, de desenvolvimento, de comércio e das finanças internacionais. Sob o lema “Um cinturão, uma estrada”, a China anima com vultuosos investimentos em infraestrutura a integração da região mais rica em energia do planeta. Estamos falando da Eurásia, que é a vasta e riquíssima região que compreende a Rússia, a Ásia Central e o Extremo Oriente.
Mas os êxitos da política externa chinesa são proporcionais a sua política de desenvolvimento nacional. Nesse artigo assinado pelo jornalista Claude Maupin, do portal de jornalismo alternativo http://www.greanvillepost.com/, é demonstrado como a liderança chinesa abordou e atuou sobre duas regiões que passaram por tensões separatistas importantes. Tanto em Xinjiang, no noroeste da China, como na região autônoma do Tibete, à sudoeste, a liderança chinesa enfrentou os núcleos de atividades terroristas com as armas do desenvolvimento econômico: construção de infraestrutura, industrialização e empregos e construção de moradias. Obviamente que ao lado e lançando mão de ações de segurança, os resultados obtidos pelos chineses demonstram que o terrorismo religioso sem o seu meio de propagação (estagnação econômica e miséria social) não prospera.
A leitura do texto de Caleb Maupin auxilia na compreensão dos motivos pelos quais a China não é só bem sucedida economicamente, mas também politicamente!
E pensar que não faz muito tempo que nosso País sob a liderança do ex-presidente Lula era uma referência internacional em políticas inclusivas, e nossa liderança era considerada uma das principais do século XXI!
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